Encontro 1 · Como a IA funciona
Terça, 20/10 · 20h às 21h30 · ao vivo
Tecnologia que poupa trabalho cria riqueza
Seção intitulada “Tecnologia que poupa trabalho cria riqueza”Cada revolução industrial começou com medo de desemprego e terminou com mais prosperidade. O mecanismo se repete: a máquina faz mais com menos gente, o produto fica mais barato, as pessoas compram mais e compram coisas novas, e surgem trabalhos que não existiam.
Em duzentos anos, a parcela da população mundial em pobreza extrema caiu de 79% para 9%, a expectativa de vida passou de 32 para 73 anos, e as horas de trabalho por ano nos países ricos caíram pela metade. A transição pode ser dura para quem está no meio dela, e é por isso que vale começar cedo. Números e fontes em IA e trabalho.
O valor está no sistema
Seção intitulada “O valor está no sistema”A eletricidade levou quarenta anos para aumentar a produtividade das fábricas. O ganho não veio de trocar o motor a vapor pelo elétrico: veio de redesenhar a fábrica em volta do motor. Com a IA acontece o mesmo.
O valor da IA não vem só do modelo, nem só do pedido. Vem do sistema em volta dela, e da disciplina de melhorar esse sistema quando ela não funciona. (Arvind Jain, CEO da Glean)
O curso sobe um degrau por encontro: prompt (Encontro 1), skill, ou seja, contexto e instruções fixas (Encontro 2), hooks e ferramentas (Encontro 3) e micro apps e rotinas (Encontro 4).
A IA na sua vida
Seção intitulada “A IA na sua vida”O curso é sobre a vida inteira, não só sobre o trabalho. Quatro usos que valem para qualquer pessoa:
Aprender algo novo
Seção intitulada “Aprender algo novo”A IA explica do zero, dá exemplos do seu dia a dia e faz perguntas para ver se você entendeu. Ela explica de novo, de outro jeito, quantas vezes você precisar. Um pedido que funciona: “Me explique [assunto] como se eu nunca tivesse ouvido falar, e no fim me faça 3 perguntas para conferir.”
Uma base de conhecimento só sua
Seção intitulada “Uma base de conhecimento só sua”Seus documentos, anotações e manuais num lugar só, para a IA responder com base no que é seu. Nos apps, isso aparece como Projetos (Claude e ChatGPT), Gems e Gemini Notebook. É o tema do Encontro 2.
Programas para suas tarefas pessoais
Seção intitulada “Programas para suas tarefas pessoais”As finanças da família do João viviam numa planilha atualizada todo mês. Ele descreveu para a IA como a casa controla o dinheiro, e os dois construíram um app com o fechamento do mês, as contas fixas e a projeção do patrimônio. Um programa pequeno, feito para uma família só, ficou barato. O Encontro 4 mostra caminhos sem código.
Não é só texto
Seção intitulada “Não é só texto”
O João descreveu um submarino para o Gemini, que gerou a imagem. Uma IA da Bambu Lab transformou a imagem num modelo 3D, e a impressora 3D imprimiu a decoração da festa do filho dele. Modelos de imagem, de 3D e de vídeo seguem a mesma lógica dos modelos de texto: você descreve, a IA cria, e você confere e ajusta.
Por dentro da IA
Seção intitulada “Por dentro da IA”Um modelo é um programa que aprendeu com muito texto
Seção intitulada “Um modelo é um programa que aprendeu com muito texto”Ele leu uma parte enorme da internet, de livros e de códigos, e aprendeu quais palavras costumam vir depois de quais. Esse tipo se chama modelo de linguagem grande, em inglês LLM. Não é um banco de dados nem um buscador: é um padrão aprendido.
Empresa, modelo e aplicativo
Seção intitulada “Empresa, modelo e aplicativo”Cada empresa tem modelos rápidos, modelos mais capazes, modelos com raciocínio e, no caso da OpenAI e do Google, modelos que criam imagens. Escolher o modelo certo para a tarefa é parte do sistema. Os nomes e o que cada plano grátis oferece estão em modelos e custo.
Ela lê em pedaços
Seção intitulada “Ela lê em pedaços”Esses pedaços se chamam tokens. O limite da conversa e o preço dos planos são contados neles, e o português gasta mais pedaços que o inglês para dizer a mesma coisa.
Tudo começa pelo seu pedido
Seção intitulada “Tudo começa pelo seu pedido”O texto que você manda se chama, em inglês, prompt. A IA só tem o que está escrito ali e na conversa até agora: ela não lê sua mente. O jeito de escrever o pedido muda a resposta, e é por isso que existe o pedido em 5 partes.
Ela escreve escolhendo a palavra mais provável
Seção intitulada “Ela escreve escolhendo a palavra mais provável”O modelo calcula a chance de cada pedaço vir a seguir, escolhe um e repete até terminar. Por isso a mesma pergunta pode dar respostas diferentes. Mais em próxima palavra.
Por isso, às vezes, inventa
Seção intitulada “Por isso, às vezes, inventa”A escolha segue o provável, não o verdadeiro. A IA não consulta uma lista de fatos antes de responder, então, quando não sabe, a resposta continua soando confiante. Referências, datas, números e pessoas pouco conhecidas são os pontos mais arriscados. Mais em alucinação.
Ela só enxerga um trecho da conversa
Seção intitulada “Ela só enxerga um trecho da conversa”Esse trecho é a janela de contexto. Em conversas longas, o começo sai de vista. Vale abrir uma conversa nova para cada assunto e repetir o essencial quando a conversa crescer.
Alguns modelos pensam antes de responder
Seção intitulada “Alguns modelos pensam antes de responder”Esses modelos escrevem um rascunho de etapas, conferem o caminho e só então respondem. Isso se chama raciocínio: demora mais, mas erra menos em contas e problemas com várias etapas.
Seus dados
Seção intitulada “Seus dados”As três empresas podem usar suas conversas para treinar modelos, e pagar não muda isso. Se você não ajustou na aula, faça agora em Segurança e privacidade. Antes de colar qualquer coisa, pense se você escreveria aquilo num cartão-postal.
O pedido em 5 partes
Seção intitulada “O pedido em 5 partes”Contexto, objetivo, referências, restrições e formato. Cada parte muda as escolhas da IA, e juntas elas são a primeira peça do sistema em volta do modelo. O modelo pronto está em O pedido em 5 partes.